
Coca-Cola e Sebrae investem R$ 2 milhões em empreendedoras da Amazônia
Portal Belém | 23/12/2025
Folha de S. Paulo | 03/12/2025

Carmem Virginia, embaixadora do Coca-Cola Dá Um Gás no Seu Negócio; Katielle Haffner, diretora de Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil e Cone Sul; Kiko Affonso, da Ação da Cidadania; e Edson Leite, da Gastronomia Periférica, foram recebidos por David Hertz no Refettorio Gastromotiva, no Rio de Janeiro
“Formamos uma seleção com o melhor do que é feito no país no combate à insegurança alimentar.” Foi assim que o chef Edson Leite, fundador da Gastronomia Periférica, resumiu o encontro com David Hertz, da Gastromotiva, e Kiko Afonso, da Ação da Cidadania, na segunda-feira (1º), quando a Coca-Cola anunciou novo cliclo de apoio às três iniciativas que são referência nacional.
“Aqui ninguém é concorrente. A causa é uma só: alimentar de comida e de educação na mesma medida”, prossegue Leite, sobre os programas de capacitação agregados a cozinhas solidárias espalhadas pelo país.
“Para além do combate à fome, estamos falando de tirar as pessoas desse lugar de invisibilidade”, afirmou Katielle Haffner, diretora de Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil e Cone Sul, ao anunciar as parcerias com iniciativas de segurança alimentar e fortalecimento de empreendedorismo, que têm início no Natal Solidário e se estenderá por 2026.
O novo ciclo fortalece o papel da cozinha como espaço de convivência, apoio e inclusão produtiva.
Nessa perspectiva, foi renovada a parceria com o Refettorio Gastromotiva, que alimenta pessoas em situação de rua no Rio de Janeiro, e também abriram-se novas frentes, como o Altar Cozinha Ancestral, em São Paulo; o restaurante Língua de Siri, em Salvador; e a Centcoop, em Brasília.
“O sonho é coletivo, mas é muito desafiador em termos de captação de recursos, de voluntários. A gente vive a perseverança”, disse Hertz, que há dez anos contou com apoio de primeira hora da Coca-Cola quando decidiu criar o Refettorio.
“Pertencemos a uma comunidade de gastronomia social, que incluem as organizações da sociedade civil, voluntários e também empresas da indústria de alimentos.”
Para Haffner, esse novo cliclo amplia o compromisso da Coca-Cola com estas iniciativas que promovem inclusão produtiva, segurança alimentar e oportunidades reais de desenvolvimento.
“Ao lado das cozinhas participantes, das organizações parceiras e das nossas engarrafadoras, buscamos transformar a trajetória e fortalecer a presença da Coca-Cola Brasil onde ela mais se faz necessária”, completou a diretora. “Não existe magia de Natal sem comida na mesa.”
Um outro pilar importante é o trabalho de voluntários. “O voluntariado salvou a minha vida, não me deixou ser uma pessoa deprimida após a morte do meu marido, o amor da minha vida”, relatou Heloísa Aquino, argentina radicada no Rio, que há nove anos dedica parte de seu tempo e sua energia ao Refettorio Gastromotiva.
Heloísa ajuda a servir as mesas do refeitório na Lapa, que já recebeu chefes estrelados como Massimo Bottura, para prepara pratos feitos com alimentos de qualidade que iriam para o lixo se não fossem reaproveitados na cozinha solidária.
“É possível servir com dignidade”, conclui a voluntária, diante de moradores de rua, travestis e crianças e adultos atendidos por ONGs da região que almoçam no espaço.
“Quem tem fome tem pressa”, como sempre repetia Betinho, ícone da luta contra a insegurança alimentar, como lembrou Kiko Affonso, que também falou da importância da colaboração e de investimentos para levar avante o legado do sociólogo que criou a Ação da Cidadania.